Conhecimento Popular

Letramento midiático e Educação do Campo

Recentemente, por conta da participação na disciplina de História e Filosofia das Ciências (1) que estou cursando, tive contato com essa área do conhecimento, que em inglês usa a sigla MLE — media literacy education. Além dessa do título, outra tradução poderia ser Educação em Literacia Midiática, já que "letramento" e "literacia" são tidos como sinônimas para o dicionário Houaiss. Mas conversando com Rodrigo Botelho, professor da área na Universidade Federal do Paraná, as palavras "alfabetização" (outra possível tradução para literacy) e até mesmo "letramento" passam a ideia de que seria uma prática educativa partindo do "zero", quando, no entanto, todos nós já temos uma longa estrada no tema. Afinal, são horas e horas gastas entre filmes, séries, tv, facebook, livros, youtube, novelas... (mais…)

Por Marcelo Vaz Pupo, atrás
Conhecimento Popular

Oficina de vídeo na COOPERACRA

Planos e enquadramentos, luz e visão de mundo, ângulos e colheita de morangos orgânicos. No dia 30 de outubro, uma quinta-feira ensolarada, iniciamos uma série de oficinas que serão realizadas na sede da Cooperativa de Agricultura Familiar e Agroecológica de Americana — Cooperacra. Até agora três oficinas foram realizadas e mais 7 estão previstas para os meses de novembro a fevereiro 2015. (mais…)

Por Marcelo Vaz Pupo, atrás
Educação

Imagens em tempo deslocadas

terra sonambulaComo pensar o "apalpar de letras"? E elas, espacializadas em órbitas extrapautadas passam a co-habitar aquele abrigo de velho-miúdo pertencente, desconseguidas de permanecerem aquietadas nos cadernos de Kindzu. Onde, afinal, repousam as palavras? seriam elas que, habitando aquele machimbombo, despregariam do sono a terra agora tornada sonâmbula? Letra e terra ganham junto ao humano uma simetria, assujeitamentos que vão povoando as interlocuções na narrativa de Terra Sonâmbula. E a paisagem desabitada da fixidez e as desterradas palavras vão operando, molecularmente, a matéria-menino: "que pessoa estava em si, e lhe ia chegando com o tempo?". Teriam outras capacidades ou maiores liberdades esses sujeitos não-humanos? Por acaso-criativo teria essa ontologia plana, que nos iguala ao que não é gente, um flerte mais aguçado em singularizar e individuar a partir das multiplicidades que no mundo há? Ou o grau de liberdade não está vinculado a um específico sujeito, mas na própria ontologia plana? As cenas do filme por acaso sugeririam ou apontariam alguma cumplicidade entre a terra que se assujeita e o eterno retorno ao deslocado machimbombo? Sim, pois o tempo do enredo soa suspendido do sentido de história. Machimbombo e tempo deslocados, terra que se movimenta e que por isso atua sobre a guerra, sobre os bandos, sobre os cabritos e elefantes - mas sobretudo na percepção e na identidade de Muidinga. A procura de si, redescoberto por Tuahir e pelas letras de caderno de Kindzu, o miúdo transita, emparceirado de terra e velho, por significações que inventam tempo e identidades, até o derradeiro encontro com sua origem o filme todo buscada: uma mãe, uma fonte, uma aldeia, uma paz de guerra - a guerra é o não saber, menino alheado de mito de origem? o caos? (mais…)

Por Marcelo Vaz Pupo, atrás