O blog Terra de Sentidos nasce em 2013, durante o período que estive no mestrado em Divulgação Científica e Cultural, no Labjor/Unicamp. Tornou-se o veículo apresentador da própria dissertação defendida no mestrado, uma forma particular e incomum para a academia tradicionalista. Naquele momento, foi também uma forma de dar vazão às reflexões que a vivência da pós-graduação me despertava, um instrumento que pudesse compartilhar e também retroalimentar o processo criativo da escrita.

Escrever sobre a experiência de trabalho e vida pela universidade, atividades de extensão em Assentamentos Rurais – que moldaram minhas escolhas políticas e poéticas — terra, produção, emancipação, diversidades de sentidos nas vivências com as matizes camponesas da região de Campinas e do estado de São Paulo, por onde caminho motivado a decompor o que Agroecologia incita em mim.

Com o ingresso no doutorado em Ensino de Ciências, em 2014, a proposta permanece maios ou menos a mesma. Semelhante pois a textualização dos pensamentos favorece novas redações, seja para a criação de outros posts ou para outros formatos que a vida acadêmica nos exige. Divergente, pois outras propostas para o blog foram surgindo ao longo do ano, como por exemplo fortalecer o perfil de divulgação científica do blog a partir da reunião de materiais produzidos por assentadas e assentados da reforma agrária, em especial aqueles que dialogam com a produção de conhecimento científico — leia-se TCCs, dissertações, teses, etc. Tenho diversos amig@s envolvidos nos cursos do Pronera, próximos aos setores de educação do Movimento, enfim, quem sabe não articulamos um conjunto de postagens temáticas que possa oferecer um olhar, uma reflexão sobre o contexto sociopolítico dessa fundamental forma de se produzir conhecimento.

Outra novidade que pode ganhar corpo seria a realização de algumas entrevistas, inclusive como estratégia para concretização das propostas aí colocadas. Aliás, já foi lançada uma plataforma bem desenhada para dar visibilidade às lutas e resistências dos movimentos sociais do campo e da cidade, plataforma essa projetada durante um ano por muitas mãos e cabeças, da universidade e do Assentamento Milton Santos, vale dar uma conferida clicando no link abaixo. Durante a escrita da dissertação de mestrado havia esse anseio de colaborar com a construção de mais um canal que ofereça visibilidade às produções simbólicas do campesinato, de forma que participar da elaboração da Sementeia foi uma experiência muito gratificante.

sementeia-logo_altPlataforma Multimídia Sementeia: http://sementeia.org/

A proposta de contar com diversos autores e autoras permanece, instigando amig@s e colegas a divulgarem seus trabalhos e pesquisas nessa interface da Educação do Campo com a Agroecologia.

Marcelo Vaz Pupo

Licenciado em Biologia, interesso-me pelo movimento cidade-campo e pelas áreas de Reforma Agrária. Pesquiso a Agroecologia como matriz curricular para as Ciências da Natureza na Educação do campo, buscando investigar a criação de práticas pedagógicas relacionadas à cultura, ao ambiente e à sociedade instigado pelas expressões concretas e simbólicas do campesinato brasileiro. Atuo em projetos de Educação do Campo e Agroecologia que envolvem Movimentos Sociais e Universidade, buscando compreender a importância da Agricultura Camponesa no cenário atual de produção agrícola e de conhecimento. A partir da Educação Popular, Pesquisa Ação e Metodologias Participativas, atuo no coletivo gestor da Plataforma Sementeia (sementeia.org) compreendendo a produção de mídias como um processo autóctone de criação simbólica, problematizando a relação entre política e estética numa perspectiva camponesa. Atualmente estou vinculado ao curso de Educação do Campo – Licenciatura, da Universidade Federal do Pampa – UNIPAMPA e Colaboro com o Laboratório Terra Mãe (Nepam/Feagri/IA Unicamp) em seus espaços pedagógicos. Tenho mestrado em Divulgação Científica e Cultural (Labjor/IEL Unicamp) e especialização na Residência Agrária em Educação do Campo e Agroecologia na Agricultura Familiar e Camponesa (Pronera/Feagri Unicamp).

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