Notícias

Lançada a Biblioteca Digital da Questão Agrária Brasileira

 Companheiros e companheiras,

É com muita alegria que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra apresenta a todos interessados, pesquisadores e militantes das mudanças no campo brasileiro NOSSA, Biblioteca Digital da Questão Agrária Brasileira. Essa Biblioteca virtual, construida na internet representou os esforços coletivos de muitos companheiros/as e agora nessa semana, a lançamos oficialmente, durante o encontro nacional de pesquisadores da reforma agraria, realizado na nossa Escola Nacional Florestan Fernandes. O Objetivo da biblioteca é reunir e organizar em um só sítio eletrônico o máximo possível de material produzido no Brasil que contribui com a luta pela terra, pela Reforma Agrária, Agroecologia e Soberania Alimentar. Acreditamos que agrupar esta produção de conhecimento facilitará a pesquisa e o estudo de todas e todos que atuam na área, além do incentivo e da ajuda na divulgação dos trabalhos comprometidos com essa luta. (mais…)

Por mairataqui, atrás
Notícias

“O mês de abril para nós tem um significado de denunciar que quem produz comida está morrendo, e a cidade não pode ficar impassível frente a isso” diz Lucinéia Freitas do MST

Por Maíra Ribeiro Em memória ao Massacre de Eldorado dos Carajás, dia 17 de abril é o dia nacional e internacional de luta camponesa. Assim, este mês é marcado por jornadas de lutas em todo o país, que denunciam a violência do modelo hegemônico estabelecido no campo, o agronegócio, degradante ao ser humano e ao ambiente. As jornadas de lutas incluem paralisações de rodovias e pressão para que o Estado através do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) realize seus deveres. Participarão também das mobilizações mais de quarenta universidades, com programação de palestras e debates sobre a questão agrária. O blogue de notícias da Articulação Xingu Araguaia (AXA) conversou com a Lucinéia Freitas, militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) de Mato Grosso sobre este mês de lutas e a análise sobre a realidade e os desafios a enfrentar. Lucinéia apresenta que Mato Grosso é o estado mais violento no campo, em números proporcionais. Ela também aponta que dois pontos fundamentais para trabalhar são a sensibilização da população urbana aos problemas no campo e a unificação dos povos do campo, das águas e da floresta, e é enfática: para mudar, é preciso lutar. Leia abaixo a entrevista completa. (mais…)

Por mairataqui, atrás
Notícias

Braços, sementes e agricultura

Por Maíra Taquiguthi Ribeiro, colaboradora Escrevo agora pra discutir um texto que deixou pessoas que são de uma forma ou outra ligadas a agroecologia de cabelo em pé. Se você ainda não ficou de cabelo em pé, o texto a que me refiro chama-se "Fadas, duendes e agricultura", de Zander Navarro publicado no Estado de São Paulo em 20/10/2013, que eu  reproduzo lá embaixo. (mais…)

Por mairataqui, atrás
Educação

Imagens em tempo deslocadas

terra sonambulaComo pensar o "apalpar de letras"? E elas, espacializadas em órbitas extrapautadas passam a co-habitar aquele abrigo de velho-miúdo pertencente, desconseguidas de permanecerem aquietadas nos cadernos de Kindzu. Onde, afinal, repousam as palavras? seriam elas que, habitando aquele machimbombo, despregariam do sono a terra agora tornada sonâmbula? Letra e terra ganham junto ao humano uma simetria, assujeitamentos que vão povoando as interlocuções na narrativa de Terra Sonâmbula. E a paisagem desabitada da fixidez e as desterradas palavras vão operando, molecularmente, a matéria-menino: "que pessoa estava em si, e lhe ia chegando com o tempo?". Teriam outras capacidades ou maiores liberdades esses sujeitos não-humanos? Por acaso-criativo teria essa ontologia plana, que nos iguala ao que não é gente, um flerte mais aguçado em singularizar e individuar a partir das multiplicidades que no mundo há? Ou o grau de liberdade não está vinculado a um específico sujeito, mas na própria ontologia plana? As cenas do filme por acaso sugeririam ou apontariam alguma cumplicidade entre a terra que se assujeita e o eterno retorno ao deslocado machimbombo? Sim, pois o tempo do enredo soa suspendido do sentido de história. Machimbombo e tempo deslocados, terra que se movimenta e que por isso atua sobre a guerra, sobre os bandos, sobre os cabritos e elefantes - mas sobretudo na percepção e na identidade de Muidinga. A procura de si, redescoberto por Tuahir e pelas letras de caderno de Kindzu, o miúdo transita, emparceirado de terra e velho, por significações que inventam tempo e identidades, até o derradeiro encontro com sua origem o filme todo buscada: uma mãe, uma fonte, uma aldeia, uma paz de guerra - a guerra é o não saber, menino alheado de mito de origem? o caos? (mais…)

Por Marcelo Vaz Pupo, atrás
Conhecimento Popular

Aula de economia

Por Maíra Taquiguthi Ribeiro Há alguns anos, Paulo contou um causo seu. Ele, agricultor muito inteligente assentado no município de São Felixo do Araguaia em Mato Grosso, foi vender farinha de mandioca sua e de seus parceiros na cidade. Entrou num supermercado e o dono já lhe foi negando, ele já comprava farinha vinda de Goiânia – a uma distância de quase mil quilômetros – muito mais em conta. Paulo argumentou: Se o senhor comprar a farinha de Goiânia, talvez economize um pouco agora, mas nunca mais verá o dinheiro que o senhor gastou. Já se comprar da minha farinha, eu moro aqui no município e sempre que precisar, virei comprar no seu mercado e o dinheiro que o senhor estará pagando pela minha farinha, mesmo que um pouco mais, retornará mais cedo ou mais tarde para o senhor. (mais…)

Por Marcelo Vaz Pupo, atrás