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Introdução

Essa página está associada ao Caderno de Estudos nº 2, instrumento pedagógico do curso de graduação Educação do Campo – Unipampa e do regime de alternância que caracteriza o aprendizado em duas etapas: Tempo Universidade e Tempo Comunidade. A escrita é voltada para a leitura e estudo de acadêmicos do segundo semestre. Dessa forma, entendemos que esse texto complementa o caderno de estudos do Eixo Temático 2: Contexto Socioeconômico, Sociopolítico e Socioeducacional.

No segundo semestre do curso temos o primeiro componente diretamente vinculado aos conceitos das Ciências Biológicas: Construindo Conhecimentos de Biologia para o Ensino Fundamental. O mesmo acontece com as disciplinas de Química e Física. O desafio deste caderno é integrar a biologia ao segundo Eixo Temático. Para isso, identificamos algumas tarefas básicas.

A atividade formativa da qual este texto faz parte está associada aos objetivos (1) do Eixo Orientador constituído pela Educação do Campo, ao (2) Eixo Temático e ao conjunto de seus componentes curriculares, (3) das Ciências da Natureza a partir dos conceitos estruturantes das disciplinas de Química, Física e Biologia e, por fim, aos objetivos (4) de compreender as ciências da natureza em seu contexto educacional.

A tarefa das Ciências Biológicas passa por:

  1. submeter todo conteúdo da disciplina de biologia aos pressupostos da Educação do Campo. Isso significa que os conceitos estudados devem contribuir para que as populações do campo (e da cidade) tenham acesso à metodologia científica, e aos conhecimentos e tecnologias assim produzidos, de modo que ele auxilie na transformação da escola e da força produtiva envolvida na agricultura, apoiando um projeto de sociedade justa e igualitária;
  2. formar educadoras(es) do campo que colaborem na construção desse projeto. No segundo semestre da formação, essa colaboração passa pela capacidade de analisar seu contexto de vida e trabalho utilizando-se também de conceitos da biologia e das ciências da natureza, sempre articulados aos componentes curriculares das outras áreas do conhecimento (políticas públicas e gestão ambiental, movimentos sociais e o campo, educação ambiental e prática pedagógica);
  3. constituir uma ideia comum de Ciências da Natureza, com as professoras de química e física, a partir de conceitos estruturantes dos componentes curriculares. As ciências da natureza deve permitir aos educandos:
    • analisar como os impactos provocados por catástrofes naturais ou mudanças nos componentes físicos, biológicos ou sociais de um ecossistema afetam suas populações, podendo ameaçar ou provocar a extinção de espécies, alteração de hábitos, migração etc.
    • entender e explicar a condição de vida da comunidade do ponto de vista da saúde, com base na análise e comparação de indicadores (como taxa de mortalidade infantil, cobertura de saneamento básico e incidência de doenças de veiculação hídrica, atmosférica entre outras) e dos resultados de políticas públicas destinadas à saúde;
    • Analisar historicamente o uso da tecnologia nas diferentes dimensões da vida humana, considerando indicadores ambientais e de qualidade de vida.
    • Associar a produção de medicamentos e outros materiais sintéticos ao desenvolvimento científico e tecnológico, reconhecendo benefícios e avaliando impactos socioambientais.
  4. compreender sua relação com as outras disciplinas das ciências da natureza e analisar o trabalho docente na educação básica a partir dos pontos 1, 2 e 3 acima listados.

Contexto Biossocial

Não há descontinuidade entre o social, o humano e suas raízes biológicas. O fenômeno do conhecer é um todo integrado e está fundamentado da mesma forma em todos os seus âmbitos

Em nosso esforço de integrar ciências biológicas ao eixo temático, a frase de Humberto Maturana e Francisco Varela é muito significativa. O fenômeno social dos seres humanos pode e deve ser compreendido também desde a biologia. A vantagem de abordarmos as questões do eixo temático pela biologia é percebermos que as Ciências da Natureza têm muita relação com as questões econômicas, culturais e políticas de uma comunidade, de uma cidade, de um país e também do mundo.

A sociedade humana pode ser entendida como um nível de organização do vivo. Diversas espécies de animais recorreram, ao longo do tempo evolutivo, a esse tipo de organização para garantirem a sobrevivência de seus indivíduos, tais como as formigas, os cupins e as abelhas. Mas muitos outros seres também dependem de se juntarem em grupos para satisfazerem suas necessidades biológicas. Aliás, se é para atribuirmos algum juízo de valor ao fenômeno da vida, enfatizaremos que ela, desde que surgiu no planeta há bilhões de anos, se caracteriza mais pela reciprocidade entre os seres do que pela competição, como prefere enfatizar o pensamento científico e ideológico dominante.

Níveis de organização da vida segundo a Biologia:

O ensino de ciências entra no currículo escolar na segunda metade do século 19. Portanto, os conhecimentos de física, química, biologia e geociências passam a ser ensinados nas escolas em um contexto de disputa entre as forças imperialistas da Europa daquele momento histórico. Na visão da Inglaterra, Alemanha, França, EUA, era preciso que a classe trabalhadora adquirisse conhecimentos para serem empregados na indústria. Havia uma competição entre estas nações por ampliar a produção industrial e disputar os mercados consumidores. Como sabemos, essa disputa competitiva culminou na Primeira Guerra Mundial, em 1914, início do século 20.

Naquela época, a biologia (e a antropologia) cumpriu um papel fundamental para a classe dominante e imperialista: criar um argumento científico que justificasse a manutenção da dominação e massacre da população negra e indígena, que já ocorria há 300 anos nos países colonizados como o Brasil. Esse argumento ficou conhecido como Eugenia. Através de atributos físicos e mentais, diversos cientistas defendiam a possibilidade e necessidade de um “melhoramento” da raça humana. Esse raciocínio está na base do pensamento nazista, a Eugenia Nazista e seus esforços por constituir uma “pureza racial”. Na Europa, a consequência dessa racionalidade culminou no chamado Holocausto, o assassinato em massa (genocídio) de milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial, iniciada em 1939.

Se a matança de judeus na Europa foi condenada pelas lideranças de todo o mundo, o genocídio de outros povos nunca ganhou a devida repercussão política. A resistência e luta do povo negro, indígena e de suas misturas permanece. Hoje a própria ciência já demonstra que a tese do melhoramento humano é uma mentira utilizada por interesse político e para desumanizar etnias compostas por pessoas não brancas. A herança dessa tese é o racismo estrutural que organiza as relações sociais da atualidade. A população dos países colonizados pelos europeus, até hoje, é tratada de forma desumana, sem acesso aos chamados direitos humanos, seja pelos dirigentes dos países imperialistas seja pelas elites de seus próprios países.

Infelizmente a população brasileira é igualmente vítima de um genocídio constante, pois a política orientada pela racismo predomina no país ainda que existam mecanismos legais que o criminalize. Em uma visão racista de mundo, a cor da pele, a etnia, aspectos da biologia das pessoas são critérios para dizer se um grupo social é ou não digno de humanidade, se pode ser alfabetizado, se pode ter acesso à educação ou participar da vida política e cultural de uma nação.

O mesmo podemos dizer de uma visão sexista de mundo, que determina atitudes ou comportamentos de discriminação e violência baseado exclusivamente no fato de alguém ser homem ou mulher. Dessa forma, pessoas do sexo feminino, por exemplo, sofrem severamente mais violência do que os homens apenas pelo fato de serem mulheres. Esse comportamento violento contra as mulheres é chamado de comportamento misógino, ou seja, um comportamento baseado na misoginia — na repulsa e/ou aversão às mulheres.

Portanto, a biologia participa da vida social de forma que a gente não percebe imediatamente. Temos a tarefa de correlacionar os conhecimentos e práticas da biologia com a realidade vivida por vocês em seus territórios, nos diversos níveis de organização da vida.

Nesse sentido é fundamental compreender a relação entre viver e conhecer, em especial para os seres humanos. Somos e estamos no mundo desde uma troca de conhecimentos que sempre tem relação com uma dada matriz sociocultural.

Eventos históricos como a colonização, escravidão, batalhas e resistências populares, industrialização, assim como os frutos da modernidade tecnológica como as máquinas, automóveis, celulares, modificam o cotidiano e a cultura das pessoas e das comunidades. Compreender estas mudanças, tomar consciência de como elas operam e alteram nossas vidas são tarefas do trabalho educativo. Especialmente quando essas mudanças são conduzidas sem a participação popular, sem uma real democracia. Retomar a humanidade da população também é um trabalho educativo.

Nós e nossas famílias estamos inseridas dentro de um “mundo cultural”. Todo conhecer humano pertence a um desses mundos e é sempre vivido numa tradição cultural, envolvendo linguagens, saberes e práticas transmitidas de geração a geração e que manifestam certa estabilidade ao longo do tempo.

O primeiro Eixo Temático da Educação do Campo – Unipampa enfatiza os aspectos da Identidade e dos Processos Identitários dos estudantes e de suas tradições culturais.

A biologia contribui com o trabalho educativo de inúmeras formas. O ponto de partida que queremos apresentar como tarefa desde as ciências biológicas é o seguinte:

O conhecer é o fazer daquele que conhece

Portanto, se aquele que conhece é aquele que faz, e se todo fazer depende de qual é sua biologia, sua estrutura biológica, é preciso então compreender o que é a vida, como se organiza e quais são suas estruturas. É a maneira de ser de um organismo vivo, em sua totalidade, que nos diz como ele é capaz de desenvolver os conhecimentos necessários para viver nas condições oferecidas pelo Planeta Terra e pela interação que se estabelece com outros seres vivos.

No caso humano, as condições de vida sempre dependem da organização social presente em determinada comunidade pois ela, a organização social, é uma continuidade de sua raiz biológica. Ou seja, a condição de vida das pessoas (saúde, bem estar, etc.) depende do Contexto Socioeconômico, Sociopolítico e Socioeducacional.

A biologia, nesse Eixo Temático do curso, será mobilizada para contribuir na análise de conjuntura que vocês devem realizar durante o Tempo Comunidade. Estudaremos conceitos das ciências biológicas que nos ajudam a analisar o contexto vivido pelos estudantes em seus territórios, e em que medida ele corresponde às necessidades biossociais de sua população.

Veremos que a satisfação dessas necessidades dependem de conhecimentos produzidos pelas práticas inseridas no cotidiano de vida, sejam elas práticas relacionadas com o autocuidado, alimentação, com o trabalho ou com a organização comunitária.


A organização do vivo

Como saber quando um ser é vivo? Ao longo da história da biologia diversos critérios já foram propostos. Esse dado já nos mostra a dificuldade que a ciência tem em definir o que é e o que não é algo vivo. A pandemia do coronavírus Sars-cov-2, que causa a doença Covid-19, nos mostra essa dificuldade: alguns materiais de divulgação científica para a população enquadra o vírus como uma entidade não viva; outros, pelo contrário, vão afirmar que o vírus faz parte da classe de entidades que chamamos “seres vivos”.

Algumas pessoas na ciência propuseram que o critério fosse a composição química, ou a capacidade de se movimentar, ou ainda a reprodução. Ou, por fim, alguma combinação de critérios, uma lista de propriedades, tais como:

Características Ser Vivo

Célula como a unidade básica da estrutura e do funcionamento da vida. Existem organismos que possuem apenas uma célula (unicelulares) e outros que possuem diversas células (multicelulares);

Ciclo de vida dos organismos que envolve nascer, crescer, reproduzir e morrer;

Participação no processo de Evolução, que são as mudanças ao longo do tempo que garantem às espécies a sobrevivência nos seus ambientes e a manutenção de seu ciclo de vida;

Metabolismo que envolve um conjunto de processos e reações químicas no interior das células. O metabolismo celular é a manifestação das mudanças evolutivas dos seres para satisfazerem suas necessidades vitais. O metabolismo é o processo que realiza a mediação entre o ser vivo e seu ambiente. Ele está relacionado, por exemplo, à aquisição de energia necessária para toda a atividade da vida.

Todos os seres vivos possuem Material Genético, como o DNA ou o RNA. Estes materiais orientam o metabolismo de cada organismo e estão relacionados com a hereditariedade, pois o material genético transmite as características de uma geração para outra.

Baseado nessa lista, o vírus não se enquadra como ser vivo uma vez que ele não têm célula nem um metabolismo celular que garanta, por exemplo, reproduzir-se por conta própria. Como sabemos os vírus, para se reproduzirem, necessitam do metabolismo celular de outros seres, como uma bactéria, planta ou animal.

Talvez os vírus sejam considerados vivos em uma outra proposta, aquela que afirma que seres vivos são aquelas entidades capazes de produzirem de modo contínuo a si próprias. A menos que “produzir a si próprio” necessariamente implique possuir uma estrutura celular ao invés de controlar os componentes de outro organismo.

A capacidade de produzir a si mesmo envolve todos os componentes moleculares de uma célula, que estão dinamicamente relacionados em uma rede contínua de interações entre eles mesmos e com o meio onde a célula se insere. O conjunto destas interações, o metabolismo celular, é a rede de transformações químicas que satisfaz as necessidades do organismo, tal como aproveitar os nutrientes obtidos para gerar energia utilizada em seu ciclo de vida: crescer, movimentar-se, pensar, trabalhar, etc.

O metabolismo celular produz os componentes que tornam possível sua própria existência, como por exemplo o componente que forma uma fronteira que delimita um espaço “interior” e um “exterior”, a chamada membrana celular.

Curiosamente, a membrana não apenas limita a extensão da rede de transformações que a produz, como também participa dessa rede. Ou seja, o metabolismo é a condição de existência da membrana e a membrana é a condição de existência do metabolismo que a produziu, formando a unidade da vida.

A célula, assim, se torna a unidade básica da vida a partir dessa inter-relação entre metabolismo e membrana. Isso é particularmente importante pois ela nos mostra que a vida surge pela capacidade de se distinguir do meio por si mesma. Essa autoconstituição é o que caracteriza a organização de todos os seres vivos do planeta. A diferença entre cada espécie não está, dessa forma, em sua organização mas sim em sua estrutura.

O vivo é um sistema cuja organização tem como produto ele mesmo, ou seja, todo ser vivo faz o que é e é o que faz. Essa inseparabilidade entre ser e fazer nos ajuda a compreender a frase anteriormente destacada: o conhecer é o fazer daquele que conhece. Ser, fazer e conhecer, portanto, é uma propriedade que se manifesta a partir da organização dos seres vivos.

Citologia Básica

Vida e autonomia

A vida surge então da capacidade de se tornar uma unidade autônoma, separada do meio em que vive e que estabelece em seus limites uma dinâmica de transformações químicas necessárias para que o ser vivo desenvolva seu ciclo de vida.

A autonomia, portanto, caracteriza a vida desde a constituição de sua menor unidade, a célula. Autonomia, para nós aqui na biologia, pode ser identificada quando um ente é capaz de especificar sua própria legalidade, especificar aquilo que lhe é próprio. Essa especificação permanece como característica não só da célula, mas acompanha igualmente os demais níveis de organização do vivo — tecido, órgão, sistema, organismo, população, comunidade, ecossistema.

Questionar sobre a autonomia necessária em cada dimensão da vida deve integrar o cotidiano de nossa prática educativa. Retomando a linha de raciocínio do Eixo 2, é possível dizer que o atendimento das necessidades biossociais de uma população — tal como de uma célula — exige certo grau de autonomia, ou seja, cada população, de acordo com suas especificidades socioecológicas, deve ter o direito de dizer o que é preciso para que ela atinja bem estar e qualidade de vida.

As atividades que as pessoas desempenham para a manter a qualidade de vida da comunidade da qual elas pertencem, o trabalho delas, envolve conhecimentos, experiências, tecnologias, etc.. Assim, esta comunidade precisa ter autonomia, precisa especificar aquilo que sustenta seu bem estar. É nessa perspectiva que devemos considerar o papel da escola em uma comunidade, assim como o contexto social e político onde ela se insere.

As formas de opressão conhecidas no Brasil, como a colonização, a exploração do trabalho, o racismo, o sexismo, o genocídio da população pobre, negra e indígena, são todas formas de retirar a condição humana destas populações; a consequência disso é que determinados grupos sociais encontram enorme obstáculo para efetivarem sua autonomia e autodeterminarem suas necessidades, seu trabalho e as condições para alcançarem o desejado bem estar e qualidade de vida.

Parte das lutas populares dos últimos 40 anos envolve esse esforço de afirmação de especificidades, de identidades, de necessidades próprias de um determinado grupo social. Quando falamos em comunidades tradicionais, por exemplo, podemos pensar que por trás dessa categoria existe muita luta política, de resistência, importante na construção de identidades sociopolíticas mobilizadas por diversos grupos na conquista de direitos, em lutas que se caracterizam pela afirmação da identidade étnica e cultural como elemento que vincula pessoas e paisagens.

Dessa forma, indígenas, quilombolas, seringueiros, quebradeiras de coco, ribeirinhos, pescadores artesanais, colonos, pecuaristas familiares, povos de terreiro, vaqueiros, ciganos — entre tantos outros —, até hoje vêm lutando pelo reconhecimento de seus territórios de vida.

Certamente as práticas de conhecimento necessárias para a realização do trabalho, da vida, varia em cada território. Da mesma forma o contexto social, político, econômico e educacional igualmente varia de situação pra situação. O mesmo podemos concluir com relação ao tempo: como seres vivos e como seres sociais temos uma história, portanto as necessidades para alcançar a qualidade de vida mudam ao longo do tempo. Analisar a conjuntura de um dado território é um exercício constante, já que os fatores que permitem ou bloqueiam a autonomia de uma população se modificam com o passar dos anos e das décadas.

Elementos como práticas, conhecimentos utilizados pelas pessoas em seu trabalho, modo de vida, hábitos alimentares, papel da escola na comunidade e seu currículo, são todos elementos que precisam ser analisados para compreendermos o contexto de um determinado local. Conhecer e compreender todos estes fatores, em seu conjunto, pode apontar para o grau de autonomia que uma população tem, pode ajudar a perceber como os grupos sociais participam na configuração de seu próprio território.


Atendimento à Base Nacional Comum Curricular – BNCC

Diversas habilidades previstas na BNCC são contempladas por esse Componente Curricular e pela sua integração com o Eixo Temático. Considerando essa integração, ressaltamos a pertinência da habilidade 08 no desenvolvimento da proposta político-pedagógica do eixo:

EF07CI09

Interpretar as condições de saúde da comunidade, cidade ou estado, com base na análise e comparação de indicadores de saúde (como taxa de mortalidade infantil, cobertura de saneamento básico e incidência de doenças de veiculação hídrica, atmosférica entre outras) e dos resultados de políticas públicas destinadas à saúde.

As habilidades aqui listadas correspondem todas à unidade temática Vida e Evolução. Na medida em que o trabalho pedagógico conjunto nas Ciências da Natureza avança, podemos refletir acerca de outras unidades temáticas, tais como Matéria e Energia e Terra e Universo. Importante ressaltar que as habilidades e seus conteúdos disciplinares, pela concepção educativa da Educação do Campo, estão submetidas ao desenvolvimento da prática pedagógica em cada oferta do componente, a depender do perfil da turma e dos elementos concretos que a alternância oferece em suas etapas escolar e comunitária.

Vida e Evolução

(EF06CI05) Explicar a organização básica das células e seu papel como unidade estrutural e funcional dos seres vivos.

(EF06CI06) Concluir, com base na análise de ilustrações e/ou modelos (físicos ou digitais), que os organismos são um complexo arranjo de sistemas com diferentes níveis de organização.

(EF06CI07) Justificar o papel do sistema nervoso na coordenação das ações motoras e sensoriais do corpo, com base na análise de suas estruturas básicas e respectivas funções.

(EF06CI08) Explicar a importância da visão (captação e interpretação das imagens) na interação do organismo com o meio e, com base no funcionamento do olho humano, selecionar lentes adequadas para a correção de diferentes defeitos da visão.

(EF06CI09) Deduzir que a estrutura, a sustentação e a movimentação dos animais resultam da interação entre os sistemas muscular, ósseo e nervoso.

(EF06CI10) Explicar como o funcionamento do sistema nervoso pode ser afetado por substâncias psicoativas.


Fontes e referências

Maturana, H. R., & Varela, F. J. (2001). A árvore do conhecimento: as bases biológicas da compreensão humana (4th ed.). São Paulo: Palas Athena.
Brasil. (2018). Base Nacional Comum Curricular. Brasília-DF: Ministério da Educação. Retrieved from http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf
Unipampa. (2019). Projeto Pedagógico Curso Educação do Campo - Licenciatura. Retrieved from http://dspace.unipampa.edu.br/handle/riu/111
Linhares, S., Gewandsznajder, F., & Pacca, H. (2016). Biologia Hoje Volume 1. São Paulo-SP: Ática.
Cruz, V. do C. (2012). Povos e Comunidades Tradicionais. R. S. Caldart, I. B. Pereira, P. Alentejano, & G. Frigotto (Eds.), Dicionário da educação do campo (pp. 594–600). Rio de Janeiro : São Paulo: Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio/Fiocruz ; Expressão Popular.
Lewontin, R. C., & Levins, R. (2007). Biology under the influence: dialectical essays on ecology, agriculture, and health. New York: Monthly Review Press.