Conhecimento Popular

Letramento midiático e Educação do Campo

Recentemente, por conta da participação na disciplina de História e Filosofia das Ciências (1) que estou cursando, tive contato com essa área do conhecimento, que em inglês usa a sigla MLE — media literacy education. Além dessa do título, outra tradução poderia ser Educação em Literacia Midiática, já que "letramento" e "literacia" são tidos como sinônimas para o dicionário Houaiss. Mas conversando com Rodrigo Botelho, professor da área na Universidade Federal do Paraná, as palavras "alfabetização" (outra possível tradução para literacy) e até mesmo "letramento" passam a ideia de que seria uma prática educativa partindo do "zero", quando, no entanto, todos nós já temos uma longa estrada no tema. Afinal, são horas e horas gastas entre filmes, séries, tv, facebook, livros, youtube, novelas... (mais…)

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Notícias

Olhares e Narrativas na Produção Documental

No próximo dia 05 de maio, primeira terça-feira do mês, o Espaço Cultural Casa do Lago recebe a documentarista Aline Sasahara. A atividade faz parte do ciclo “Produção de Documentários”, que em sua primeira edição contou com a participação do cineasta Silvio Tendler. O tema do encontro com Aline Sasahara será “Olhares e Narrativas na Produção Documental”, que inclui na programação um debate com a produtora após a exibição de três filmes, o média-metragem “Direitos Humanos” e dois curta-metragens, “São Francisco Vivo!” e “Mística”. As exibições se iniciam pontualmente às 9:00 da manhã na sala de cinema da Casa do Lago, na Unicamp. (mais…)

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Conhecimento Popular

Uma resenha sobre agrofloresta

Como parte dos trabalhos que fazemos no curso "Residência Agrária", fiz uma resenha pra disciplina de Agroecologia. O texto resenhado é na verdade uma dissertação de mestrado defendida na Universidade Federal de São Carlos, no programa de Agroecologia que lá existe, já faz uns bons anos. Como o tema dessa dissertação é bem interessante, resolvi postar aqui a resenha, pois ela relaciona a produção de conhecimento em agroecologia a partir da implantação dos chamados Sistemas Agroflorestais. (mais…)

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Educação

Imagens em tempo deslocadas

terra sonambulaComo pensar o "apalpar de letras"? E elas, espacializadas em órbitas extrapautadas passam a co-habitar aquele abrigo de velho-miúdo pertencente, desconseguidas de permanecerem aquietadas nos cadernos de Kindzu. Onde, afinal, repousam as palavras? seriam elas que, habitando aquele machimbombo, despregariam do sono a terra agora tornada sonâmbula? Letra e terra ganham junto ao humano uma simetria, assujeitamentos que vão povoando as interlocuções na narrativa de Terra Sonâmbula. E a paisagem desabitada da fixidez e as desterradas palavras vão operando, molecularmente, a matéria-menino: "que pessoa estava em si, e lhe ia chegando com o tempo?". Teriam outras capacidades ou maiores liberdades esses sujeitos não-humanos? Por acaso-criativo teria essa ontologia plana, que nos iguala ao que não é gente, um flerte mais aguçado em singularizar e individuar a partir das multiplicidades que no mundo há? Ou o grau de liberdade não está vinculado a um específico sujeito, mas na própria ontologia plana? As cenas do filme por acaso sugeririam ou apontariam alguma cumplicidade entre a terra que se assujeita e o eterno retorno ao deslocado machimbombo? Sim, pois o tempo do enredo soa suspendido do sentido de história. Machimbombo e tempo deslocados, terra que se movimenta e que por isso atua sobre a guerra, sobre os bandos, sobre os cabritos e elefantes - mas sobretudo na percepção e na identidade de Muidinga. A procura de si, redescoberto por Tuahir e pelas letras de caderno de Kindzu, o miúdo transita, emparceirado de terra e velho, por significações que inventam tempo e identidades, até o derradeiro encontro com sua origem o filme todo buscada: uma mãe, uma fonte, uma aldeia, uma paz de guerra - a guerra é o não saber, menino alheado de mito de origem? o caos? (mais…)

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Sentidos de terra

Terra: produção (cultural) de sentidos *

Massacre de Eldorado dos Carajás, terror em Corumbiara. Violência no campo: capitanias intactas, mortes hereditárias. Que espécie de herança nos deixa a morte dita severina? Nos últimos 30 anos testemunhamos, ao mesmo tempo, a ascensão dos movimentos do campo e o aniquilamento de muitos de seus integrantes. Os conflitos agrários, as mortes no campo, o imenso - sempre o mesmo, latifúndio - especulação, concentração, modernização, ah sim, o progresso. Analisar a questão agrária no Brasil inevitavelmente nos mostra que ela não circunscreve-se à escritura dos hectares em disputa. Outros símbolos entram em cena, e percebemos então que o território disputado é tão material quanto imaterial: fatos distintos cada qual na produção de seu fruto, produto agrícola, mas também o é os signos e códigos, por vezes próprios, linguagens ímpares que o idioma corrente, acadêmico ou popular, mostra imiscíveis capital e soberania, commodities e segurança alimentar, monocultura e resiliência, latifúndio e dignidade humana. A ocupação de terra prolifera dizeres e atravessamentos que reverberam em editoriais jornalísticos, em transmissões de TV, em discursos inflamados, em vidas que se assentam... por fim, reconfiguram o universo do possível. (mais…)

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Sentidos de terra

seminário franco brasileiro e mais um “sobre”

Outro dia encontrei a divulgação deste Seminário em uma das tantas listas de e-mail que fazemos parte. Achei curioso o tal do "franco brasileiro", nome intrigante, mas depois descobri que a atividade faz parte do pós-doc da Profa. Sônia Bergamasco, e o sobrenome completo do tal é "Diálogos Contemporâneos acerca da Questão Agrária e Agricultura Familiar no Brasil e na França": claro, fui lá me inscrever. (mais…)

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Vida acadêmica

sobre arrozes

Semana passada um coordenador de área da Capes deu uma palestra sobre os cursos interdisciplinares de pós-graduação no Brasil... para poupar comentários meus sobre a apresentação, colo aqui o de uma amiga, a Bruna, que também assistiu-a: (mais…)

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Vida acadêmica

produção acadêmica

Vida de acadêmico é assim, alguém lá na Capes decide que qualidade é quantidade produtiva e aí todo mundo fica correndo atrás de publicar. No nosso caso, produzir é escrever, então até que a gente tome conta das agências de fomento, vamos equilibrando qualidade x quantidade. (mais…)

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