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Terra de Sentidos

O blog Terra de Sentidos nasce em 2013, durante o período que estive no mestrado em Divulgação Científica e Cultural, no Labjor/Unicamp. Tornou-se o veículo apresentador da própria dissertação defendida no mestrado, uma forma particular e incomum para a academia tradicionalista. Naquele momento, foi também uma forma de dar vazão às reflexões que a vivência da pós-graduação me despertava, um instrumento que pudesse compartilhar e também retroalimentar o processo criativo da escrita. (mais…)

Por Marcelo Vaz Pupo, atrás
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Seis dos onze

O Assentamento (?) Elizabeth Teixeira tem sido o caminho de, tem estado transeunte entre a reforma e o agrário; vida em agrarianismo, gerúndio sem dicionário: agrariando... Sem-terras semi-instalados em terra que não tem papel, sem-terra e sem-papel, sem o estável da formalidade, genuína quasidade... (mais…)

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Olhares imagéticos

Os textos analíticos da vida camponesa nos sugerem [45]: desde a práxis intelectual e política de autores russos do século XIX até as sistematizações de experiências contemporâneas, vimos preenchidos de multiplicidades no existir – a expressão camponesa investigada transmite-nos modos de vida onde o saber acumulado tem sido um aliado na reprodução de sua cultura e na manutenção das bases ecológicas que garantem sua sobrevivência, não fazendo do conhecimento associado a estes saberes instrumento de opressão e discriminação entre os diferentes grupos sociais; ao ler os trabalhos publicados constataremos que a antiga previsão do inevitável desaparecimento dos camponeses, frente ao avanço da agricultura industrial e do capitalismo no campo, vem sendo continuamente contrariada. (mais…)

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Percepção (d)e ciência

"Cidades imaginárias, o Brasil é menos urbano do que se calcula" [17]. Este título traz duas significações, uma de ordem subjetiva em que se verifica o imaginário rural eclipsado pelo urbano, e outro de ordem político-econômica que faz pensar o modelo de desenvolvimento que direciona as políticas públicas e as reproduções culturais. De todo modo traz para o debate este espaço nulificado resultante do encontro entre urbano e rural, este rururbano unilateralmente destituído de visibilidade culturalizante. O "entre" que hibridiza o urbano e estica seu horizonte (mental) deve ser re-conceitualizado? devemos abrir a ele espaço político (estético?) para localização dos sentidos culturais hoje marginalizados ainda que potentes e desestabilizar o torpor que envolve o consentimento em torno da noção de cidade? (mais…)

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Talhar sentidos

Casa invadida, casa ocupada. E inundados, temos que, necessariamente, fazer escolhas – também acadêmicas. Travessias, pensamentos, leituras, (re)encontros... Encharca-se nossa própria cristalização e permanência... Subverte-se (mixando nossas identidades) o tempo, o som, o pulso do que nos seduz e repulsa. Apropriamo-nos do caldeirão ditador de receitas científicas, mas ensaiamos experimentais temperos untando seu gélido metal com algum sumo d'arte... Pitadas de notas musicais excomungadas da convencional escala cromática – saboreando, no entanto, à larga colherada, cores refratadas de nosso alvo espectro, sem saber ao certo o que repousa em cada um de nós da colorida paleta, tantos devires... (mais…)

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Identitas

Se existe uma irrefreável procura por algo real certamente não o encontraremos senão pela instabilidade do encontro com o outro. Mas o que desta alteridade camponesa, histórica ou contemporânea, atrai e faz gravitar sobre ela? (mais…)

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Som do Tempo

uma insubmissão a qualquer forma de monarquia ontológica...
O curta-metragem de Petrus Cariry, O Som do Tempo, ajuda-nos a pensar a insubmissão que uma ontologia campesina haveria de ter em relação às forças de sobrecodificação. Suas imagens, ao se referenciarem no cotidiano de Dona Maria, reforçam as linhas de pensamento que vem sendo aqui lançadas como forma de abordar divulgação científica e cultural na relação de encontro com a campesinidade, divulgação que por ela se afeta. Especialmente na força que tem em estar e permanecer por entre, em ser plano que provê atualização, que se presentifica. Detalhes de pés e mãos, frases que se tornam maturidade renovada, por entre frestas de antiga porta que leva ao fora, ao mundo... mas que também nos abre para o tempo interior de um organismo feito de casa-gente, também um fora do ao redor. (mais…)

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Campesinidade transitória

Em particular, é o olhar pro mundo das pessoas do meio rural que a eles me conecta, agricultores e agricultoras que ao se organizarem expressam uma humanidade (um projeto civilizatório?) com força política que nos apresenta outra possibilidade de vir a ser. Em referência à época de meus próprios trabalhos em comunidades rurais, as intercessões que dali advieram promoveram substância aos projetos de extensão e pesquisa que aconteciam em muitos assentamentos paulistas. Neste universo, as saliências do imaginário hegemônico, dessa visão cristalizada do "evolucionismo campo-cidade" e das relações de poder e dominação são facilmente palpáveis, até porque na sequência evolutiva de Gordon Childe [6] o campo está numa fase ainda a ser superada pela primazia moderna e civilizatória das cidades. No entanto, um olhar mais cuidadoso observa nuances que deixam em suspenso categorizações deste tipo. (mais…)

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